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Governo de SP leiloa nesta quinta 22 aeroportos regionais, com investimentos previstos de R$ 447 bi

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Governo de SP leiloa nesta quinta 22 aeroportos regionais, com investimentos previstos de R$ 447 bi

Até o fim do ano: Câmara aprova projeto que impede ordens de despejo

— O projeto atual é bastante parecido ao que eles já administram

A demanda retraída em meio à pandemia não é necessariamente um problema se as projeções de demanda do governo paulista estiverem corretas, na avaliação do advogado Luís Felipe Valerim, professor da FGV Direito e sócio do escritório XVV

— O governo modulou as projeções de demanda em razão da pandemia, que é crítica para o momento atual da aviação, mas não para o projeto. Uma vez que a retomada da demanda por voos domésticos é mais rápida, especialmente na aviação de negócios — afirma

A população adensada das maiores cidades do interior paulista e o PIB elevado dos municípios podem contar a favor do projeto, segundo ele, mas é preciso que o investidor aposte na realização do potencial da aviação regional

Faz sentido esses aeroportos serem bons ativos, há um potencial histórico para o desenvolvimento da aviação regional, embora ele até hoje não tenha se concretizado — diz Valerim

SÃO PAULO — O leilão de 22 aeroportos regionais paulistas que o governo de São Paulo vai realizar nesta quinta-feira não deverá atrair grandes operadores aeroportuários, de acordo com especialistas ouvidos pelo GLOBO. A retração da demanda da aviação civil em meio à pandemia e a incerteza quanto ao crescimento da aviação regional deverão limitar o interesse pelos ativos.

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O grupo Socicam, operador de médio porte, é considerado favorito no certame, segundo pessoas familiarizadas com o assunto. A empresa administra atualmente os aeroportos federais de Cuiabá, Sinop, Rondonópolis e Alta Floresta, no Mato Grosso. Procurada, a companhia não quis comentar sobre o leilão paulista.

Imagens dos três modelos de aviões movidos a hidrogênio da Airbus A Airbus apresentou, nesta segunda-feira, três modelos de aviões movidos a hidrogênio, em meio à crescente pressão da opinião pública em favor de transportes não poluentes Foto: AFP A fabricante europeia desenvolve três conceitos de aeronaves, todas movidas a hidrogênio e nomeadas "ZEROe" Foto: AFP O primeiro modelo é um turborreator "de configuração clássica", com capacidade de 120 a 200 passageiros – o equivalente a um A220 ou um A320 – e uma autonomia de mais de 3.500 km. Ele seria movido por uma turbina de gás com hidrogênio, armazenado em tanques localizados na parte traseira da fuselagem Foto: – / AFP O segundo conceito é um avião de alcance regional turboélice que poderia levar até 100 passageiros a uma distância de 1.800 km Foto: AFP O terceiro conceito tem um design futurista, semelhante a uma asa voadora, com uma capacidade e autonomia semelhantes ao conceito do turborreator. Foto: AFP Os aeródromos no interior do Estado serão concedidos pela gestão de João Doria (PSDB) por 30 anos, e deverão receber investimentos de ao menos R$ 447 milhões no período. Com a concessão, o governo prevê economizar ao menos R$ 700 milhões com a manutenção dos aeroportos no prazo dos contratos.

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A maior parte dos investimentos previstos (R$ 266,5 milhões) está no lote Sudeste, que tem 11 aeroportos e tem como principal aeródromo o de Ribeirão Preto, que antes da pandemia recebia cerca de 1 milhão de passageiros ao ano.

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Também fazem parte do grupo as pistas de Araraquara, Avaré, Bauru-Arealva, Franca, Guaratinguetá, Marília, Registro, São Carlos, São Manuel e Sorocaba. Quem levar os aeroportos, vai precisar aportar R$ 75,5 milhões nos primeiros quatro anos de contrato, de acordo com o edital.

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O aeroporto de Sorocaba, hoje voltado à aviação executiva, será leiloado nesta quinta Foto: Reprodução O aeroporto de Sorocaba, hoje voltado à aviação executiva, tem enfrentado a competição do aeroporto privado São Paulo Catarina, da JHSF, localizado em São Roque. O concorrente é mais próximo da capital paulista e recentemente obteve autorização para voos internacionais.

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Para o secretário de Logística e Transportes do Estado, João Octaviano Neto, o aeroporto de Ribeirão Preto tem vocação para ampliar seus voos regulares e explorar até mesmo voos executivos e de carga em rotas internacionais.

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— O operador pode fazer investimentos na busca da melhor performance para o aeroporto, como colocar aviação executiva internacional. O privado vai poder explorar comercialmente os prédios da área aeroportuária. Damos todas as condições para que transforme isso em um excelente negócio — afirma Octaviano Neto

PUBLICIDADE O segundo bloco a ser licitado, chamado de Noroeste, também com 11 aeródromos, tem como principal ativo o de São José do Rio Preto. Ainda compõem o lote os aeroportos comerciais de Araçatuba, Presidente Prudente e Barretos, além de pistas em Andradina, Assis, Dracena, Penápolis, Presidente Epitácio, Tupã e Votuporanga

As outorgas mínimas previstas no edital são de R$ 6,8 milhões para o bloco Noroeste e R$ 13,2 milhões para o Sudeste. Vencerá a concorrência quem oferecer o maior ágio em relação a esses valores

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— A expectativa é baixa em relação à competição nesse leilão, os aeroportos mais importantes são mesmo Ribeirão Preto e São José do Rio Preto. Os interessados devem ser operadores menores e nacionais, devido ao desenho do projeto, voltado à aviação regional — avalia Lucas Sant’Anna, sócio do escritório Machado Meyer

Sant’Anna salienta que operadores logísticos também podem ter interesse em participar do projeto

— A exploração de receitas acessórias, como o aluguel de hangares e estacionamentos, além da possibilidade de desenvolver projetos imobiliários nas áreas dos aeroportos, é que dão atratividade ao leilão — diz Rodrigo Campos, sócio do escritório Porto Lauand

PUBLICIDADE Aeroporto de São José do Rio Preto Foto: Reprodução Segundo ele, a Voa-SP, atual concessionária de cinco aeroportos regionais paulistas concedidos em 2016, pode ser também uma das interessadas.

Até o fim do ano: Câmara aprova projeto que impede ordens de despejo

— O projeto atual é bastante parecido ao que eles já administram

A demanda retraída em meio à pandemia não é necessariamente um problema se as projeções de demanda do governo paulista estiverem corretas, na avaliação do advogado Luís Felipe Valerim, professor da FGV Direito e sócio do escritório XVV

— O governo modulou as projeções de demanda em razão da pandemia, que é crítica para o momento atual da aviação, mas não para o projeto. Uma vez que a retomada da demanda por voos domésticos é mais rápida, especialmente na aviação de negócios — afirma

A população adensada das maiores cidades do interior paulista e o PIB elevado dos municípios podem contar a favor do projeto, segundo ele, mas é preciso que o investidor aposte na realização do potencial da aviação regional

Faz sentido esses aeroportos serem bons ativos, há um potencial histórico para o desenvolvimento da aviação regional, embora ele até hoje não tenha se concretizado — diz Valerim.